18 junho, 2014

Resenha #19: Tigana - A lâmina na alma - Guy Gavriel Kay

AutorGuy Gavriel Kay
Numero de páginas: 368 (Saida de Emergência Brasil)

Classificação: ♥♥♥
Sinopse: "Tigana é uma obra rara e encantadora onde mito e magia se tornam reais e entram nas nossas vidas. Esta é a história de uma nação oprimida que luta para ser livre depois de cair nas mãos de conquistadores implacáveis. É a história de um povo tão amaldiçoado pelas negras feitiçarias do rei Brandin que o próprio nome da sua bela terra não pode ser lembrado ou pronunciado. Mas anos após a devastação da sua capital, um pequeno grupo de sobreviventes, liderado pelo príncipe Alessan, inicia uma cruzada perigosa para destronar os reis despóticos que governam a Península da Palma, numa tentativa de recuperar um nome banido: Tigana. Num mundo ricamente detalhado, onde impera a violência das paixões, este épico sublime sobre um povo determinado em alcançar os seus sonhos mudou para sempre as fronteiras da fantasia"


Nessa resenha, farei diferente: começarei falando da parte gráfica do livro.

Logo no início é possível notar toda a dedicação que a equipe da Saída de Emergência teve: capa linda, mapas detalhados de todos os povos, tradução perfeita... aquelas coisas que eu costumo reclamar, sabe? 

Achei que eu leria esse livro super rápido, porque a sinopse já tinha me ganho e some a isso o fato de que, como disse, a arte não deixou a desejar. Fui logo criando expectativas...

... O problema é que quando há expectativas, há decepções. 

Grande parte do livro foi muito maçante, talvez pela linguagem a qual não estou acostumada ou pela falta de acontecimentos que "agitassem" o livro - sei que não é iogurte para ser agitado, mas vocês entenderam.

A história em si foi realmente uma ideia boa, talvez se fosse uma distopia, sabe? Algo mais futurístico, eu teria devorado, mas tenho grandes problemas com coisas mais "clássicas', podem me julgar.

Entre os personagens há um grande contraste: algum que eu poderia até dizer que não tiveram nenhuma influência significante na narrativa foram muito trabalhados e outros que deveríamos, que queremos saber mais, foram muito superficiais.

Tive que realizar a chamada "leitura dinâmica", pulando várias parágrafos e até páginas inteiras.

O ideal do livro foi bom, quer dizer: um povo inteiro que simplesmente some do mapa, que é apagado da mente das pessoas que lá não nasceram, que nem sequer são capazes de ouvir Tigana? Realmente chama muita atenção.

Você tem paciência para um vocabulário mais clássicos e páginas e páginas do mais puro nada? Leia.


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